Este blog, atualmente, não passa de um meio de (quase) comunicação entre mim e os meus amores que deixei do outro lado do mar. Enquanto moro deste lado, só serve para eu pagar minha língua e falar de solidão e exprimir minhas saudades e dar poucas notícias e prestar alguma homenagem e admitir o medo que tenho de ser esquecida e citar meus novos apegos e ser tão baranga e dramática quanto puder.



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Terça-feira, Agosto 19, 2008


Solidão é melhor sem ninguém por perto


.



mas pode falar, se quiser.

Terça-feira, Agosto 12, 2008


Para a Bárbara



Com muito amor.


mas pode falar, se quiser.




Noiva???

hahahahahahahahahahahahahahahahahahaha!!!!!







mas pode falar, se quiser.

Sexta-feira, Agosto 01, 2008



O Sol



O Sol é o arcano que tudo ilumina e, na posição de conselho para você neste momento, sugere que é chegada a hora de você jogar claramente e agir com o máximo de confiança possível. A luz afugenta a escuridão e tudo é visto da forma mais transparente, honesta e franca possível. Obviamente, muito do que aparece nem sempre é de todo agradável, mas ao menos você estará lidando com tudo de uma forma justa e, a partir de uma visão clara, Amana, o que por si só já é uma prerrogativa de sucesso. A postura mais adequada ao momento é a direta e franca. Tenha confiança no seu taco pois, a partir desta confiança, tudo fluirá a contento!



mas pode falar, se quiser.

Quarta-feira, Julho 23, 2008


era uma vez você, mas vc não respirava. você era uma coisinha, um peixinho, uma borrachinha, uma minhoca. vc estava encolhidinha com os olhinhos fechadinhos e se alimentava do que vinha do além.

vc tinha um fiozinho, lembra? a conexão era direta. era vc a sua religião. era tão bom, era tããão bom. é que até então, ser era natural.

eu era assim também, só uma carninha e estava muito bom desse jeito. mas um dia mudou tudo. e eu já desconfiava que isso ia acontecer, mas não sabia o que era "isso". então foi assim, de repente, tudo muito rápido, e alguma coisa... que coisa, Senhor?! puxou minha primeira respiração, de uma vez só, tipo um soco, só que de ar. e eu experimentei oxigênio pela primeira vez e de novo e de novo e de novo. meu pulmão inflou e no mesmo instante o corpo inteiro sentiu. até doeu, juro. foi muito forte. achei que eu ia morrer, mas aí eu vivi.

bebi o ar uma, duas, três vezes e pra sempre.

seu corpinho também estava anestesiado de tão sensível - formigando, latejando. a sensação era incrível, mas tudo era tão novo que doía, né?, tadinha... e eu chorava também, mas não sabia porquê.

nós não tínhamos arestas ainda. éramos redondinhos, aconchegáveis, escorregadios. depois é que crescem as pontas.

a minha mãe estava lá, tão novinha... muito mais nova que eu, agora. tava tão linda, ali sozinha. olha lá ela, que gracinha... concentrada... com as veias verdes das mãos estufadas, os olhos fechados, depois abertos, ora pro céu, ora pra dentro. que vontade de estar lá hoje com ela, nascendo.

então. vc não era só o que vc é. vc era também aquele cordão enorme. um braço que ligava a sua barriga ao mundo em volta e como não havia um limite, não havia um corte, vc era também todo aquele universo, do qual vc não conhecia o fim. vc era um gigante. a maior coisa que existia no mundo e o mundo podia muito bem ser só vc mesmo, pq vc não sabia de nada e nem te interessava saber.

mas aí o infinito acabou. parte de vc jorrou e parte de vc saiu, com alguma dificuldade, por um buraco que surgiu ali na hora, ficando um pedaço enorme de vc pra trás, que foi amputado, mas não doeu. foi então que vc descobriu até onde ia seu universo, porque isso só dá gente pra saber pelo lado de fora. mas vc ainda não sentia apego e nem ligou .

e mais... mesmo ainda sendo quase toda de água, sentiu-se seca e ficou muito diferente do ambiente. antes, vc era quase a mesma coisa por dentro e por fora, agora não. os olhos quase cegaram, mesmo assim viram qualquer coisa. vc ganhou a tensão, o tempo, percebeu as dimensões e ficou pequenininha, apertada na pele fininha, mas sentiu-se bem naquele tamanho. então sentiu a gravidade não entendeu mais nada, pq embora bem menor, estava muito mais pesada.



mas pode falar, se quiser.

Domingo, Julho 20, 2008



Alguém aceita um fondue?




mas pode falar, se quiser.

Quinta-feira, Julho 17, 2008




Ontem eu fui no show do Milton Nascimento e Jobim Trio, suzinha-e-deus e não tenho nem uma fotinho sequer, nem umazinha pra comprovar o acontecido... Ah, nem... não ter mais minha camerita-de-meia-tigela pra todo canto que vou, tá tão triste... Não posso mais atender às emergências fotográficas. Snif. Hum... Foi tão bom ver aquele negão estranhíssimo a 3 metros de distância. Estranhíííííssimo! Mas na hora tava tão emocionada que só conseguia achar lindo. E de tão emocionada soltei um "eu também" em alto e bom som, empolgadíssima, depois que ele cantou "sou do mundo, sou minas gerais" o que me deixou com muita vergonha o resto do show, lógico... heheh



mas pode falar, se quiser.

Terça-feira, Julho 15, 2008






delícia





mas pode falar, se quiser.

Sexta-feira, Julho 11, 2008




De repente, chegou o aniversário de um graaaande amigo meu, que não vejo há muuuuito tempo e a minha maior vontade é a de inventar um teletransporte pra poder ir lá hoje, agora, dar aquele abraço nele. AQUELE, que tá guardado há tanto tempo. Aquele, que é só dele e nunca vai ser de outra pessoa e que fica maaaais demorado e maaaais apertado a cada dia que passa, pq cresce junto com a saudade...



Ô Jaime... Pra você, meu amigo tãããão amado e tããããão querido, eu desejo a vida com os melhores sabores... Que vc tenha muita saúde, muito amor no coração e muita paz, sabedoria e coragem pra conquistar tudo o que desejar. Que seu amor (e o da Mi tb) seja completo: que nunca falte carinho, nem respeito, nem admiração, nem tesão, nem compreensão, nem amizade e nem criatividade pra reinventar o que precisar ser reinventado. Que nunca falte nem grana e nem ânimo. Desejo que vc esteja sempre bem consigo mesmo e que possa curtir, de peito aberto e alma feliz a delícia de se viver um dia depois do outro, a delícia de se reinventar todos os dias. Que a saudade bata à sua porta sim, mas sempre trazendo uma lembrança linda de presente, pra que vc fique de olhinhos molhados, mas também de um sorriso no rosto e o coração quentinho. Que o tempo passe devagar, pra que vc possa aproveitá-lo bastaaaaante, mas que também passe depressa e pra chegar logo o dia em que vou te ver e quebrar suas costelas!

Eu te amo demais da conta! Se vc estiver feliz, eu estarei muito feliz! E se vc estiver feliz demais da conta, nossa senhora, eu nem sei se eu aguento! Então, filhote, que vc seja MUUUUUIIIIITTTOOOO FELIZ e se sinta sempre muito amado, querido, lembrado, mas principamente, realizado. Que Deus continue te iluminando sempre e colocando as mais lindas pessoas na sua vida. E que seus olhos estejam sempre abertos e atentos às lindezas do caminho.

87490580 beijos pra vcs! Que esse dia seja SEU! E que vc e a Mi saibam comemorá-lo à altura, ou seja, recheando-o com os melhores sentimentos. Vc é uma pessoa muito especial. Merece ser o cara mais feliz desse mundo.

Até breve, meu amigo!








mas pode falar, se quiser.

Sábado, Junho 28, 2008


11 anos... e quase nada.




mas pode falar, se quiser.

Quinta-feira, Junho 19, 2008


Desculpa... É que a minha paciência acabou. Acontece.



mas pode falar, se quiser.

Quarta-feira, Junho 18, 2008


Ah!

é que eu acabei de lembrar de uma parte do meu sonho que me fez querer estar ainda no brasil só para poder jogar no bicho. então. era um cão que se multiplicava em vários cães iguais, mas de cores diferentes. virava uns quatro outros cães como ele, só que um verde, um vermelho, um meio roxo e outro marrom, que era ele mesmo só que mais manso. era tipo um boxer, ou um outro qualquer desses da cara ruim. eu tava mostrando (não sei pra quem) que sabia lidar com ele(s), desde que estivesse assim, dividido (ou multiplicado?). cada um deles era parte da personalidade desse cão marrom, que era muito bravo sem se dividir. estavam já todos muito dóceis e acostumados, a me lamber as mãos no sofá, quando de repente sairam correndo para pegar um gato que estava deitado no chão de outro cômodo se debatendo que, fui perceber, estava com as unhas cravadas nos olhos dum pobre dum galo que cocoricava dolorido demais, coitado. então. pra conseguir desagarrar o gato foi mesmo muito custoso, tive que puxar com muita força pra separa-los, não consegui nem olhar pro galo depois, com medo do susto que ia levar. pus o bicho no chão com a minha cara ainda virada, e quando finalmente olhei, o que vi foi o mesmo gato com os olhos esmagados e ensanguentados, trombando cego na beirada da porta.

não sei porquê, mas meu susto foi tão grande que eu pulei da cama.

Alguém faz o favor de olhar se eu gato, galo e cachorro?


mas pode falar, se quiser.


Ainda não é hoje que vou falar sobre a minha ida ao Brasil, porque vai ser MUITO difícil sintetizar e ainda estou meio anestesiada da alegria dos vinte dias que (eu já sabia) passaram em vinte minutos.

Por enquanto mando as fotos, que já dizem muita coisa, embora não digam tudo.



(é favor clicar no digníssimo cão a descansar à sombra, por detrás das folhagens)


Não sei o quão diferente eu voltei, mas pra já posso afirmar que agora sou qualquer coisa além de um poço de saudades.




mas pode falar, se quiser.

Sábado, Junho 14, 2008


Nossa! Que ódio desse blog. Eu tava aqui escrevendo pacientemente sobre a minha estada no brasil e de repente, tudo que eu tinha escrito desapareceu pra sempre. Isso que dá usar uma coisa que foi comprada pela globo. Blargh.






E Siiiiiiiiiiiiiiiiiim!

Eu voltei, Joaninha, minha lindeza!

Pra ser feliz com vocês!



Que saudadessssssss!



mas pode falar, se quiser.

Domingo, Maio 04, 2008



Uma breve nota sobre a minha paciência:

Ela tem limite.

:)






mas pode falar, se quiser.

Sexta-feira, Maio 02, 2008




Hoje o dia foi: acordar, sair, conferir que o mundo ainda não tinha pensado em mim até aquela hora, brigar por nada, argh! blarg! e ugh! pela rua afora até encontrar uma flor. depois comer, chegar ao palácio, encontrar com elas duas, admirar os pavões, os galos, os patos, os gansos, até os pombos e então ver um galo branco e gordo correr como se estivesse perdendo o autocarro e atrás dele um cão filhodaputa. tentar socorrer o galo depois de sacudido pela boca do cachorro, chorar com ele no colo imaginando o quão machucado estava, lavar o bicho na pia do banheiro e praguejar contra o maldito cão. deixar em segurança o galo semi-morto e ver o dito se levantar e caminhar como se nada tivesse acontecido. descer muito feliz para a grama de onde se vê o rio douro só com uma delas, enquanto a outra ia fazer o que tinha pra fazer, falar falar e falar, com atenção às gaivotas, ou melhor, aos cus delas. voltar da espera, ver outro galo com ar de apressado, descobrir novamente o cão, caçá-lo pelo parque, encontrá-lo lá longe e trazê-lo no colo até a portaria e decobrir então que era ela e não ele, que não era filhadaputa nem maldita, que era linda linda linda e fedorenta e tinha um olho de cada cor, que era ainda filhota e que, segundo o segurança, não tinha outro jeito com ela que não fosse entregá-la para a prefeitura (que abate os animais), pois já tentaram várias vezes colocá-la pra fora em vão. tentar voltar à vida normal sabendo que uma cadelinha tarada por sacanear frangos está solta e sem remédio, estarmos de novo as três, depois mais uma, comer com pavões à nossa volta e cadelinha e tchau pra uma das meninas. escrever "me liga", na última mensagem que podia enviar e depois ter que desligar o telefone, correr atrasada pra peça das 21:30, gostar demais da conta, muito, muito mesmo, depois telefonar em vão e de novo e de novo e de novo, ir embora puta, procurar num lugar, noutro, voltar, ligar, achar, encontrar e pronto, foi só isso.




mas pode falar, se quiser.

Terça-feira, Abril 29, 2008


pra quê esse nó apertado desse jeito? quem amarrou isso assim? que coisa! e agora? o que vou fazer? a única coisa que posso é olhar daqui de cima, atônita, pra firmeza indesejada desse nó que, por ser no peito, fica ruim a posição pra tentar qualquer coisa mais minuciosa. se chegassem lá os dentes, certo que conseguia, nem que fosse arrancar um pedaço, mas nada. por mais força que faça é inútil, como tentar morder o cotovelo.




mas pode falar, se quiser.

Sábado, Abril 26, 2008



bi.

eu quero um beijo teu caralho me beijo atravessando no centro do umbigo do seu às costas. desejo.


mas pode falar, se quiser.





lembranças de ontem.



Ainda não foi dessa vez que eu cantei Tanto Mar num 25 de abril, mas um dia...

mas pode falar, se quiser.



o meu amor está além do oceano. o meu amor quer ter um filho. o meu amor luta incessantemente para sobreviver ao frio. o meu amor morre de fome. o meu amor tem uma casa, uma bagunça. o meu amor é escritor, compositor e desenhista. o meu amor tem uma lista de todas as coisas que ele é. o meu amor sonhou comigo, que me lambeu a barriga e tinha gosto de sal. o meu amor e eu conversamos mentalmente e ele faz ritos de cura quando estou doente. o meu amor me viu crescer. o meu amor me amou. o meu amor me esqueceu. o meu amor sofreu muito, um dia, quase morreu. o meu amor sabe o significado do meu nome. o meu amor sabe dançar, declamar e interpretar. o meu amor está cheio de ar. o meu amor tem um tufão no peito. o meu amor deixei pra trás. Atrás do mar. o meu amor sabe navegar. o meu amor é um peixe.





mas pode falar, se quiser.

Sexta-feira, Abril 25, 2008



Sonho de uma noite

Estávamos nós, os quatro. A brincadeira era aquela, ou muito parecida com aquelas de quando somos ainda quase crianças, mas já temos um fogo no ventre que não sabemos explicar. A brincadeira era levar cada um aonde queria ser levado. E havia várias oportunidades para cada um. Dois homens e duas mulheres. Dois meninos e duas meninas. Na mesma sala em que estivemos a trabalhar durante meses, num sonho. A luz era a diagonal, estávamos acostumados a ela. Sentíamo-nos bem. O piso novo. A alma construída. Estávamos à vontade e felizes e ansiosos e lânguidos e ativos e ternos e vestidos com as roupas brancas das fadas, capas transparentes, embora muito confortáveis, como quando estamos com pouca ou nenhuma roupa, mas não dávamos atenção a isso. Conversávamos mentalmente. E brincávamos. Cada hora um/uma. Todos por um/uma. Era incrível. As sensações eram as básicas, as fundamentais, as mesmas que nos foram propostas em um exercício de interpretação. E chegávamos a pontos extremos. Eu não tinha medo. Não tinha um depois. Não tinha um motivo. Não havia palavras para designar o amor ou a culpa ou a sacanagem ou o quê. E assim estivemos enrolados em braços em costas em movimentos em ar em propostas em luzes em pleno estado em laços, dentro. Até dissolvermos na minha mente, terminando num blackout que permaneceu por muito tempo. Terminando com o início do meu dia real. No fim do meu sonho, um dentro do outro.


mas pode falar, se quiser.



deus me ouviu e me mandou um drama.

putaquepariu...

maldito lápis!





mas pode falar, se quiser.

Quinta-feira, Abril 24, 2008


o quê? esse dia tá durando até agora? afff...


mas pode falar, se quiser.




ainda não sei. sou viciada em drama e ela se encaixa como uma luva no buraco que há um ano e pouco cresce. mentira minha. não medi, nem nada. como posso saber que encaixa como uma luva? ammm... mas suspeito que sim. sem certeza. então... (espaço) e (mais espaço, preciso de mais). estou prestes a escrever uma declaração. de. (quê mesmo? devo dizer isso? palavra! não queria dizer isso. pq fica faltando uma coisa. mas enfim, tb não tem palavra pra essa coisa que vai faltar. que seja, então...) .de. amor. Estou prestes, ainda. 5 minutos e não saiu. EU gosto das pequenas naturalmente - mas definitivamente não era assim que eu devia começar. EU gosto das estranhas (vírgula) naturalmente. Isso! e não era dificuldade nenhuma enxergar isso nela. estranheza, da mais linda. porém, era muito nova, pensei, antes de saber que isso e nada são a mesma coisa, por aqui. não interessa, é sério. eles todos têm uma coisa que faz com que isso não tenha importância. essa coisa da idade. já nascem bons ou piores. é incrível. então. gosto dela porque é boba também. além de tudo. tudo. meu santo é cortês com o dela e abaixa a cabeça primeiro, por amor. mas com o respeito que os velhos de 300 anos têm pelos velhos de 300 anos. estamos aqui há muito tempo. às vezes sinto que ela também sente, mas pra ela quem é iemanjá? a natureza já ficou tão distante no tempo, penso... só montou a cavalo uma vez na vida e mesmo assim, às voltas no curral com o bicho preso a um toco no meio. mas isso também é. é ela. porque (como está na moda dizer, depois que ela leu o poema da sombra no turco) o não é. os nãos são, como os sins. (hahaha! será esse o plural de sim? sims é que não pode ser!). pensando bem... pensando mais... que coisa incrível é essa de nós não sabermos nada! é verdade! assim como a existência do outono! eu sabia, mas não sabia... agora sei mesmo que nada sei! huahuhaua!! e não sou sócrates, nem erasmus.

eusouapenasumrapazlatinoamericanoesemdinheironobancosemparentesimportantesevindodoexterior.


e ela gosta de mim mesmo assim, penso. sinto que sim. porque ela também vê e ainda com mais coragem, putz, muito mais! e eu estou aqui, às nove e quarenta e um, emocionada. doida por um drama (que deus não me ouça), como sempre esperando que as conversas nas sutis freqüências de entendimento continuem preenchendo as nossas lacunas, mesmo que ainda de sentimentos. ou faniquitos. 1 por dia, que seja. e que transborde, mas para o lado de dentro da janela, de todas as janelas, o sol.



mas pode falar, se quiser.



enquanto isso, o neurônio frita.


mas pode falar, se quiser.



Ao amor, que eu conheço desde que nasci


O amor é uma companhia.
Já não sei andar só pelos caminhos
Porque já não posso andar só.
Um pensamento visível faz-me andar mais depressa
E ver menos e ao mesmo tempo gostar bem de ir vendo tudo.

Mesmo a ausência dela é uma coisa que está comigo.
E eu gosto tanto dela que não sei como a desejar.
Se a nao vejo, imagino-a e sou forte como as árvores altas,
Mas se a vejo tremo, não sei o que é feito do que sinto na ausência dela.
Todo eu sou qualquer força que me abandona.
Toda a realidade olha para mim como um girassol com a cara dela no meio.

(Alberto Caeiro - não exatamente aquele que gostava de levar no cu, mas que levava mesmo assim)


Eu queria isso. Vc também, né, mãe?
Todo mundo queria. afff...

mas pode falar, se quiser.




eu não tenho mais idade.


mas pode falar, se quiser.




era melhor se não tivesse (s)ido acordar. pq nem raio de luz do dia eu vi. caralho de persiana. nem lá eu fui, pra deixar de saber que horas eram. pra nem saber, embora as visse no canto inferior direito, com o canto do olho. já tinha passado muito tempo, sabia, porque eu tava com fome e isso não era coisa de se sentir cedo do dia, levando em consideração que cedo do dia são as horas próximas da hora em que se acorda, independente de que horas são. não é amanhã ainda porque não dormi. não me levantei (de ontem se houvesse) , nem vi o dia. só liguei a luz, no meio do escuro da casa vedada, como quando acordo no meio da noite desorientada e insone e fico um tempo sentada, no silêncio da luz incandecente, no meio da bagunça, sem pensar direito numa coisa que possa ser chamada de coisa. assim passou o dia ou a noite ou sei lá. assim passou. assim não passou. mentira, passou sim. mas não posso dizer que o último dia que tive foi anteontem porque não tive ontem, nem dia. que coisa chata! perdi um dia! sabe lá deus o valor que isso vai ter quando eu precisar de um dia, dia desses? tomara que não! mas nunca se sabe... no entanto, estive um dia inteiro do lado de dentro. de mim e de várias pessoas, o que é a melhor coisa. estive com o meu pai (minha fome, remédio para a minha dor), com minha mãe, com minha irmã, com a luciana, com a isabel, com a raquel (amor, amor!!), com o tiago e com o jaime (só um biscoitinho, cada) e com a bárbara. e com a bárbara. e com a bárbara. ah! não posso reclamar. que doida eu sou! não posso reclamar! foi tão bom esse dia que não tive! tããão bom. ouvi músicas dos dois lados do mar. dormi e jujei o dia inteiro e me alimentei toda, toda a noite. oh! sagrado jejum! (ofereço-te, tardiamente, ao deus das recompensas.) agora, só falta eu deixar de não estar com quem estou todos os dias. e nada disso que eu disse no princípio. retiro tudo. melhor mesmo é tenha (s)ido extamente como foi. e adeus. e até amanhã, que é hoje mesmo, daqui a pouco.





mas pode falar, se quiser.

Terça-feira, Abril 15, 2008



Hoje meu coração caiu e eu só notei quando o colheram do chão e puseram de volta no lugar, porque o senti mais frio e assustei.
Ele voltou assim, frio e agitado, da temperatura ambiente. E o susto foi aquele riso nervoso. Bom e ruim.



(b.s.)

Caiu de muito, muuuuito alto e eu nem percebi.
E susto da volta, por um segundo, recriou-me a queda.









mas pode falar, se quiser.

Segunda-feira, Abril 14, 2008


PARABÉNS, MÃE!!!

É favor clicar no vídeo para ver dona Márcia serelepe no seu aniversário de 50 anos...




Muita saúde, muito amor e muita paz!!

EU TE AMO!!!





mas pode falar, se quiser.




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Contador que eu pus qdo o blog fez 2 anos: