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Do Lado De Dentro


Este é um blog de assuntos gerais e pessoais, revolta explícita, desejos irrepresentáveis, ódios demoníacos, pura euforia, arrepios, tpm, confabulações, autismos e afins...



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(...)Pronto, o amor se estrepou.
Daqui estou vendo o sangue
que escorre do corpo andrógino.
Essa ferida, meu bem
às vezes não sara nunca
às vezes sara amanhã(...)

Drummond








pramandarbesteira@yahoo.com.br















Segunda-feira, Janeiro 31, 2005


Hoje é o meu último dia de férias.
Estou comendo feito uma louca há dias. A Maíra falou em ansiedade. Eu, que tava pensando em falta de vergonha na cara, gostei da idéia. Estou um poço de ansiedade. Umas semanas atrás eu passei mal na casa do Paulo e rompi a semana seguinte me alimentando só de frutas. Foi o máximo. Então resolvi aproveitar para ir mais magrinha pro Rio e quase deu... Eu tava me sentindo ótima e controlada, mas foi só aceitar um pouco do salpicão que o Jaime fez (que estava simplesmente uma "pícara sonhadora") e eu já me entreguei à travessa quase toda e também a toda e qualquer guloseima que me apareceu na frente até eu embarcar para Niterói. Ódio. Não parei até hoje.
Agora vou retornar aos meus maravilhosos e apaixonantes cursos de Educação Física e Comunicação e torcer pro Paulo começar rápido as aulas de Muay Thai para que eu não vire um monstro completo.
Todos os dias deste mês eu jurei que "amanhã" eu pararia de comer e arrumaria um tempo certo para as atividades físicas, mas como todo ser humano normal, eu funciono muito melhor sob pressão - quanto menos tempo, maior a produção. (Hehehehe...) Quem sabe quando eu tiver atolada de coisas, eu não cismo de reiniciar minha "ginástica aleatória" da madrugada? Quem conhece sabe que funciona!!!



mas pode falar, se quiser.

Sexta-feira, Janeiro 28, 2005


7 anos e 7 meses com as bênçãos dos caboclos, pretos velhos, das crianças, dos exus, enfim, de todos os orixás!


Que o futuro nos reserve muita paz, amor, arte, sucesso, paciência, saúde e união. Que nossa amizade e companheirismo cresçam acima de tudo. Que nosso amor seja leve e que os risos existam sempre...

Que assim seja.




mas pode falar, se quiser.

Quarta-feira, Janeiro 26, 2005


Cheguei ontem


Ainda tô doida de sono e vou demorar um pouco para recuperar as horas de cama perdidas...
Foi proveitosíssima a viagem. Revimos um monte de pessoas que não víamos desde o Tattoo Zone. A viagem de ida pra Niterói foi tranquila (depois de ter viajado 30 horas pra Francisco Beltrão, ir daqui pro Rio de ônibus é um pulinho). O quarto do Hotel era uma delícia, a convenção era pertinho de lá, o estande do Portal Tava lindo, as pessoas foram ótimas, as fotos ficaram boas, as pessoas foram gentis, os almoços/lanches aconteceram (!!), conheci muita gente legal, fizemos ótimos contatos, a correria foi prazerosa, meu pé só deu uma bolhinhazinha de nada, nenhuma confusão aconteceu, stress, só o de sempre mesmo, tanto no trabalho quanto...ah, eu estive feliz o tempo inteiro em que estive trabalhando = ). A entrevista foi legal (entrevistei o Bóris, o tatuador mais antigo do Brasil, ainda vivo), o concurso foi tranquilíssimo (na medida do possível, claro), a quantidade de público foi bacana e as tattoos tavam lindas.
É impressionante o reconhecimento que o Portal Tattoo tem no Rio de Janeiro, ao ponto de os tatuadores cadastrados colocarem o endereço do site em seus cartões pessoais. E mais impressionante é como o pessoal daqui de BH é tapado. Tem tanta gente fazendo dinheiro através do portal e esse monte de "da roça" ainda olha torto... Bobagem... Quanto mais eu viajo, mais eu mudo a munha opinião sobre os mineiros.... Ô povim chato e atrasado!!! E eu achava que era o povo mais tranquilo da face da terra... Eu não tinha noção de como as pessoas são preconceituosas e tentam disfarçar dizendo que "mineiro é desconfiado"... Carocha.
Adorei Niterói. Acho que, por haver menos turismo do que no Rio, as pessoas não te vêm o tempo todo como um "gastador de dinheiro em potencial", o tratamanto dado me pareceu bem mais verdadeiro.
Na segunda, ao meio dia, nós fomos pro Rio, pro apartamento da madrinha da Laurinha, namorada do Marquinho (que apartamento, que vista, que inveja!!!) e passamos a tarde passeando na praia e tomando cerveja num copo sujasso.
Eu e o Paulo viemos embora à noite. A viagem de volta foi a mais agradável de toda minha vida. Nenhum Dramim e mesmo assim só devo ter me mexido uma ou duas vezes na poltrona, durante toda a viagem, nem vi as paradas... Quê que uma cervejinha não faz no meu melão, né?
Descobrimos que o livro que eu dei de presente de natal pro Paulo ficou no hotel...Provavelmente vai ser difícil de recuperar... =( Isso foi a única coisa realmente ruim da viagem...
Cheguei aqui ontem e passei o dia afogada nos papéis, tentando organizar o meu quarto e espirrando o dia todo... Ai que saudade daquele lugar... Que saudade daquele calor e daquele vento... Ai...
Enfim...Ainda estou agradecendo à "Nossa Senhora Desatadora dos Nós", a imagenzinha que o Jaime me emprestou pra viajar, por que não achou as passagens de trem de Paris que a gente sempre troca antes de partir. Ela não fez feio, mesmo.Além de chegar bem, cheguei satisfeitíssima!
Essa é forte! Gostei...

Valeu!!



Começou bem Senhorinha, começou bem...
Que 2005 seja todo assim, tá?!

Amém.





mas pode falar, se quiser.

Sábado, Janeiro 22, 2005


T´amo aqui em Niterói e o calor tá de rachar.
A convenção tá muito legal e eu tô pensando seriamente se eu me rabisco mais um pouco...
Já é segunda vez que eu venho ao Rio e não encontro o mar...



mas pode falar, se quiser.

Segunda-feira, Janeiro 17, 2005



Malandragem deu um tempo...



Vai com Deus, Bezerra, vai descansar...






mas pode falar, se quiser.

Quinta-feira, Janeiro 13, 2005


Eles eram um casal jovem e simpático, moravam numa casa escura, simples e empoirada, tinham montes de vinis, móveis antigos e um jeito atrapalhado/ansioso. O homem, que era moreno e magro, guardava cocaína em um buraco do chinelo. Eles também tinham uma filhinha loirinha, de uns 3 anos.
Eu já estava lá com eles havia algum tempo, ouvindo vinis e fazendo outras coisas das quais não me lembro ainda. Lembro do Paulo, meu namorado, ele estava lá e estávamos bem.
Fui andar pela casa e descobri, na verdade que, em parte, aquela era a casa da minha Vó Ieié, em São Gotardo. Todos os móveis antigos da vovó estavam lá intactos, no famigerado "quartão" em que brinquei durante vários anos da minha vida e que depois foi dividido em dois e depois ainda se transformou em uma sala de jantar.
Peguei um livro de capa dura marrom e comecei a transcrever um trecho dele em um papel pautado, mas pulando letras. Nisto, o telefone tocou. Era o Pedrinho, meu amigo. Contei o que estava fazendo e fui ler pra ele o trecho do livro em que eu estava. Era sobre o mar, os peixes e os pescadores, mas parei de ler, pois o fazia saltando palavras e além disto, a filhinha loirinha do casal, que tinha ido me acompanhar nas andanças pela casa, estava agachada na minha frente, sem roupas e toda cagada.
Levei a menina para o banheiro e a assentei no vaso. Quando fechei a porta do banheiro percebi que atrás dela havia um lagarto enorme verde e roxo que, na hora, pensei ser uma salamandra, mas não era, sei que não era. Ele estava no chão, que era de um cimento grosso, tingido de verde e encerado e me olhava fixamente. Então, tornei a abrir a porta. Ele passou ligeira e passificamente a poucos centímetros dos meus pés e saiu. Enquanto eu fechava novamente porta eu vi que ele tinha se virado, pois mesmo no escuro do corredor ainda dava pra ver sua cara me olhando. Liguei o chuveiro e pus a menininha debaixo d'água. Nessa hora, entrou rolando pela fresta da porta, um caramujo gigante, do tamanho da mãozinha da menina fechada e uma lacraia comprida e gorda, devia ter uns trinta centímetros. Ficaram no meio de uns brinquedos que apareceram no chão, bem perto de nós duas. Ainda brinquei com a menina e (pasmem, haha) cantei a música da "lacraia" pra ela (!!!). A lacraia, como a lesma do caramujo, eu sabia, queriam comer. O caramujo rolava pra lá e pra cá da fresta da porta enquanto eu tentava matar a lacraia com um banquinho. De repente, ela alcançou a minha perna. Não sei se picou. Não doeu, nem nada, mas fiquei isso foi tenso o suficiente para me acordar.



mas pode falar, se quiser.

Terça-feira, Janeiro 11, 2005


Retrospectiva 2005: os 10 melhores dias deste ano.

Dia 1º de janeiro:
Rã-rã com Paulo, Raquel, Tais, Chico, Sabrina e Bela. Reveillon dos mais felizes.

1º beijo: Paulo
1º abraço: Raquel
1ª bebida: Cidra Cereser (um clássico, hehe)
1ª comida: não lembro, mas foi alguma coisa do jantar que nós fizemos, ou uma nectarina, sei lá...
1ª música que ouvi: Boys don't cry, que tocou no rádio, na hora do reveillon (!!)
1ª música que dancei: XuXuXu XaXaXa (cachaça)
1º desejo geral: Dar tudo certo.
1º desejo específico: "X"
1º desastre: a torneira do chuveiro estragou e a água toda da caixa escorreu a noite inteira.
1ª simpatia: Subir as escadas com dinheiro no bolso e sementes de todas as coisas sementísticas disponíveis no momento e gritando "cinco, cinco, cinco", atravessar a varanda pulando com o pé direito, até o parapeito, virar de costas, fazer um pedido e jogar todas as sementes no mato por cima do ombro esquerdo. Agora vai!! Senti que agora vai!!!
- Heróis da resistênica à base de cu-de-burro: Amana e Raquel. (O Paulo quase aguentou, mas dormiu no banco e foi desclassificado)

zzzzz

1º susto: Fui acordada com a notícia de que uma festa inteira, que tinha acabado de acabar, estava sendo transferida para a minha casa de paz no mato. (Mas eu liguei e tudo foi resolvido)
1ª consequência do 1º desastre: acordamos sem uma gota d'água, sequer para escovar os dentes. (Ai..)
1ª surpresa: Maíra, Rachel e dois pais solteiros: Evandro e Álvaro com seus respectivos filhos de 2 anos e meio: Cassiel e Nina* ............ (*suspiro de saudade)
- Café da manhã, água da mina, banho de mangueira, macarrão maravilhoso da Tais.
- Raquel, Tais e Chico se vão, pelos seu estranhos e misteriosos respectivos motivos.
- Chega o Jaime. Chega o Dani. (!!!!!!!)
- Volta a água. Comer, comer, beber, beber. Fungos mágicos. Sinuca. Muita música.
- O Álvaro (antigo Alvinho) e o Evandro (ou Eva, nem sei...) deram um show. E meus neurônios dançaram, coitados.
- Os neurônios todos dançaram na dança da latinha. Tenho certeza. Né, Jaime?
- Depois de alguma cachaça, baixou a Simony.
- Heróis da resistência: Álvaro, Evandro e eu embalados pelos rits dos anos 80. O Paulo já tinha sumido há muito tempo e eu o achei no sofá, na hora que eu subi.

zzzzzzzzzzzzzzzzzzz

Peraí que tem mais...



mas pode falar, se quiser.

Quinta-feira, Janeiro 06, 2005



Enjoei. De novo.





mas pode falar, se quiser.

Terça-feira, Janeiro 04, 2005


Feliz 2005 !!!!!






mas pode falar, se quiser.



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