Blog de assuntos gerais e pessoais; revolta explícita; desejos irrepresentáveis; manifestação de sentimento negativo, cujo nome não deve mais ser escrito ou falado (por motivo de pura superstição); euforias; singelezas; arrepios; tpms; confabulações; autismos e afins...
É chegado o momento de conquistar algo bastante almejado, Amana! A presença do 6 de Paus como arcano conselheiro favorece o triunfo sobre a adversidade e pressagia uma situação específica de triunfo muito em breve. Suas aspirações e objetivos tomarão forma e você sentirá imensa satisfação ao perceber que seus esforços não foram em vão. Você se recordará de uma fase em que agiu de forma realmente insegura e rirá disso. Todas as pessoas, por mais fortes que sejam, passam por momentos de insegurança. Isso não as faz menos fortes. A fraqueza surge apenas quando queremos fazer de conta que não passamos realmente por momentos de dificuldade e posamos de orgulhosos. Pedir ajuda a quem se confia não é má idéia, o grande lance é saber em quem confiar!
Noite de São João na terra do bacalhau... A onda era sair na rua batendo esse martelinho na cabeça das pessoas e tomando marteladas... Uma cidade inteira fazendo isso na rua durante toda a madrugada... Ô povo sem serviço.... hehhehe..... Mas devo admitir que eu achei divertidíssimo!
Eu achei esse desenho aqui em Portugal e minha cabeça rodou 360º....
Foi pra eu ter a certeza que estou aqui neste, mundo, onde todo mundo está todo o tempo, onde tudo se encontra e se reencontra, onde tudo acontece e se repete, infinitamente... Que coisa doida...
E que a distância é só uma impressão provocada pela insegurança...
Nós moramos é mesmo no mundo inteiro, que não passa de uma kitinetizinha com sala, quarto, banheiro, cozinha e um quintal enorme.
Foi a partir desse desenho que nossa turminha, em 1993, além de um jornalzinho, passou também a ter uma revista em quadrinhos produzida pelo Pedrinho que tinha 13 anos na época... Éramos crianças chiquerésimas, mas ai de quem nos chamasse de crianças... Foram pouquíssimas "edições" dos tais quadrinhos, claro, pois na época, qq coisa perdia a graça rapidamente pra outra novidade, mas foi muito divertido aquilo, dava até briga pq todo mundo queria aparecer nas histórias. Agora eu sei que o Pedrinho teve que inventar o Virgílio pq ele não tava no desenho original, aliás eu nem sabia que existia um desenho original.. hehhee... Essa parte ele não contou... rsrrs... E eu nunca mais me lembraria do "La tchurma, la tchurma" se não fosse esse desenho estar pregado na porta da sala ao lado do meu trabalho, aqui em Portugal, do outro lado dos oceanos Atlântico e do tempo que me separam dessa menininha de cabelinho preto, aí no meio do desenho... Que o safado do Pedrinho fez o favor de sempre desenhar mais gorda. :)))))))
Então... As revistinhas não contaram e nem poderiam contar sequer um milésimo das nossas grandes aventuras... La tchurma, la tchurma... Cada um aí no desenho tomou um rumo diferente... Mas tenho certeza que ainda temos em comum a mesma alegria de lembrar daquela época em que as maiores preocupações eram se fulano finalmente tinha beijado fulana, se o Brasil seria tetra, se a chuva ia atrapalhar o encontro no point ou a subida da montanha no parque das mangabeiras, se seria uma boa noite para invadirmos a casa abandonada ou o prédio em contrução... E era tudo MUITO sério... hehehehe
Estes são alguns dos personagens reais, uns 10 anos depois que as revistinhas foram levadas para sempre pela tal da Gigia, que foi mais uma no meio de tantas histórias surreais...
Eu queria ser
Um tipo de compositor
Capaz de cantar nosso amor
Modesto
Um tipo de amor
Que é de mendigar cafuné
Que é pobre e às vezes nem é
Honesto
Pechincha de amor
Mas que eu faço tanta questão
Que se tiver precisão
Eu furto
Vem cá, meu amor
Aguenta o teu cantador
Me esquenta porque o cobertor é curto
Mas levo esse amor
Com o zelo de quem leva o andor
Eu velo pelo meu amor
Que sonha
Que enfim, nosso amor
Também pode ter seu valor
Também é um tipo de flor
Que nem outro tipo de flor
Dum tipo que tem
Que não deve nada a ninguém
Que dá mais que maria-sem-vergonha
Eu queria ser
Um tipo de compositor
Capaz de cantar nosso amor
Barato
Um tipo de amor
Que é de esfarrapar e cerzir
Que é de comer e cuspir
No prato
Mas levo esse amor
Com zelo de quem leva o andor
Eu velo pelo meu amor
Que sonha
Que enfim, nosso amor
Também pode ter seu valor
Também é um tipo de flor
Que nem outro tipo de flor
Dum tipo que tem
Que não deve nada a ninguém
Que dá mais que maria-sem-vergonha
(Chico Buarque)
E os presentes caros...
Nosso dia dos namorados foi um bocado atribulado... O fim de semana anterior pegou fogo depois de uma brincadeira de ótimo gosto que o Paulo começou com um "achou ruim, dá ni mim" e acabou com um chute, sem querer, da minha sandália de plataforma na canela inflamada dele, e pouco depois, mesmo com pedidos de "perdão, desculpa, gelinho, pomadinha, band-aid" outro chute e outra canela inchada, mas agora a minha... Aí... (chororô horrorizado, pensa pensa pensa, pago o aluguel e vou embora pra sempre, chama todo mundo pra ver que absurdo, ai ai ai, tem om ovo na sua canela? pena que não é um ovo de páscoa, vou matar esse infeliz, tomara que ele apanhe na rua, pizza só pra mim e pra Dani, quero que ele morra, puta que pariu, não tá doendo, mas o que vale é a intenção... e bla bla bla) a minha cara foi ficando cara vez mais endemoniada e a dele mais arrependida, até que, no dia seguinte, tudo acabou bem com um pedido extendido aos demais habitantes da casa no momento ( no caso a Dani) de desculpas, perdão, sou um imbecil e não vou repetir a palhaçada, prometo. Então chegou o dia 12... Saí do trabalho e passei a tarde toda e uma parte da noite num hipermercado daqui, mobilizando toda a gerência porque fui maltratada por um atendende imbecil... Infelizmente não posso contar toda história pq isso envolve o presente do Paulo. Mas foi um barracão daqueles que eu adoro. ehehehhehe. Trouxe o trombolho pra casa e mais tarde nos encontramos para jantar uma picanha tão cara, mas tb tão fria e tão no último do minuto do restaurante que o jeito foi pedir a caridade do moço me emprestar pelo menos o microondas um minutinho. Voltamos e o Paulo ganhou um kit com uma barraca, dois colchonetes e dois sacos de dormir. Sugestivo, né? Pois é, tb achei. Pode servir pra gente passear junto ou pra um dos ter ter onde morar caso algo dê errado de novo...E eu, se contar o que ganhei, apanho novamente. O 1º dia após o dia dos namorados foi mais interessante... Miminhos, chuvinha lá fora, coisinhas, cobertas, carinhos, ... e amarula com sorvete na cama até as tantas da madrugada. Ontem finalmente fomos trocar o meu presente. E eu ganhei uma impressora com scanner e tals e quase uns papéis fotográficos. :))))))) Que beleza. Adorei. Hoje já brigamos de novo pq eu não quero aprir o embrulho pq eu tô achando lindo esse pacotão feito com primor, papel azul e um lacinho branco no cantinho. Adoro presentes ainda embrulhados... Principalmente os grandes. E o Paulo não me respeita! Quer que eu abra pra testar AGORA! Que ideia fixa que ele tem... Que coisa... Ele que pegue o presente DELE e acampe na sala!!!! Cada um tem o seu!!! Né não?
Ô Chu... valeu demais as comemorações e os presentes, a companhia e a loucura desses dias, as intenções e os gestos, os erros, os acertos e os consertos... valeu por tudo.
Até pelos packs enormes com cds virgens pro resto da vida. rsrsrs... LHAMO.