Blog de assuntos gerais e pessoais; revolta explícita; desejos irrepresentáveis; manifestação de sentimento negativo, cujo nome não deve mais ser escrito ou falado (por motivo de pura superstição); euforias; singelezas; arrepios; tpms; confabulações; autismos e afins...
Ontem eu sonhei que tinha comprado um touro preto no supermercado, mas eu o tinha deixado na rua, junto com outro touro já velho e enorme, que também tinha sido comprado no supermercado e abandonado ali. Eles ficavam sentados, parte na rua, parte na calçada, com a pata direita virada para dentro e, por conta disso, não podiam sair dali. (Vai entender...) Fiquei com muita pena, mas segui o meu caminho. Então passei por uma praça onde havia vários leões pretos, abandonados na mesma situação e já bem velhos e tristes. Ao passar bem perto, percebi qualquer coisa na cara deles e entrei com medo por uma porta que estava aberta à minha esquerda. Eles entraram atrás. Consegui entrar rápido em um quarto e fechar a porta com um trinquinho frágil. Encostei-me à porta para fazer mais força, enquanto sentia o esmurrar dos leões pretos às costas.
Imaginem que hoje eu fui atacada por uma velha doida, pq estava tirando fotografias dos pombos na praça Marquês de Pombal, aqui no Porto.
Depois de ignorar os seus berros histéricos, continuei a fotografar as aves, até que a doida veio ao meu encontro e tentou me tomar a câmera!!!
Hahahahaha!!!
Mesmo eu argumentando (já aos berros) que não me interessava uma fotografia de uma velha feia e desvairada, caso fosse esse o temor da figura, ela continuou insistindo que eu parasse de fotografar os pombos que elas estava alimentando por um simples motivo: "OS POMBOS SÃO MEUS!" Ela gritou. hahahahahahaha!! Eu mereço?
Cês tão me entendendo? Eu fui agredida por uma velha louca pq eu fotografei os pombos da praça marques!!! huahauhauh...
Nesse útimo domingo, fomos a Lisboa pra cobrir a convenção de tattoo daqui de Portugal. Decidimos fazer um dia apenas pq o organizador sovinou a parceria. Enfim. Em vez do dormir, na noite anterior à viagem fiquei na net pesquisando a forma mais barata e um possível albergue/hospedaria no caso da gente perder o último ônibus de volta. Isso, somado ao meu jejum já de 2 dias, com certeza estragaria a minha cabeça, mas não pude fazer nada. Achei autocarros a 29 euros ida e volta (metade do preço do comboio) e um tal de "spare rooms" que oferecia quartos a 16 euros. Deitei às 4:30 e levantei às 6, sem ter pregado o olho um minuto sequer e com a cabeça totalmente estragada, lógico. Pegamos o que tínhamos que pegar e fomos pra Cordoaria naquela chuvinha fininha mais desgramada de todas. Chegamos a tempo da viagem das 9 horas. Acomodamo-nos em duas poltronas cada, improvisamos travesseiros com as blusas de frio e nos cobrimos com outras, fechamos a cortina para aproveitar melhor as 4 horas de sono antes da ralação tradicional de fazer fotos intermináveis, mas na hora em que o soninho veio duas crianças saidas do inferno começarar a gritar no fundo do ônibus. Bem nas nossas cabeças. Ódio mortal triplo da mãe delas que era nada mais que uma paca morta e sem educação. O Paulo queria bater nas meninas. Eu queria explodir era a mãe delas. Então.. Umas horas depois, fizemos uma parada e eu desci só pra fazer um xixi rápido e nem olhar pras guloseimas. Pois nesse ínterim ainda tive o desprazer de ter que tolerar um velho imbecil que teimou em adentrar e utilizar-se do banheiro feminino comigo e varias outras mulheres lá dentro!! Ódio rodopiante. Saí ainda no começo do bafafá que isso gerou. Voltei para o autocarro e as meninas estavam caladas, mas pouco depois a imbecil da mãe bateu numa delas sei lá por que (talvez por estar calada demais) e ela, óbvio, começou a chorar. Assim que calaram-se novamente, os velhos voltaram do lanche e travaram uma conversa ininteligivel e interminável até o fim da viagem. Inspira... Chegando lá, entendemos que "Oeiras" onde estava indicado que seria a convenção não era um bairro de Lisboa, mas outra cidade e que para chegarmos até lá teríamos que pegar a linha vermelha do metro até "alamedas", a linha verde até cais do sodré e depois o comboio até Oeiras. O Paulo quase surtou. Uma hora e quarenta mais tarde, estávamos lá. Como sempre, a primeira coisa que procurei foi um banheiro para me maquiar devidamente e trocar a minha calça protetora do frio por uma saia mostradora de tattoo, mas o que encontrei foram pipimóveis nojentíssimos e alagados. Saí de lá sem nem um pó que na cara pra disfarçar a minha cara de zumbi, pq era impossível estar lá dentro por mais de 30 segundos. Da torneira da pia pingava um liquido com cheiro de amonia. Blargh! E a pergunta que não queria calar: onde é que os tatuadores lavavam as mãos??? Argh! Cruzes! Não vou ficar aqui falando que aquele lugar não tinha nem as condições básicas de higiene pra existir, pq eu nem tô aqui pra isso, mas enfim... Passamos o dia todo às fotografias. E por incrível que pareça, ficaram mesmo boas. Havia muitos bons trabalhos e como sempre, uns que nem davam pra acreditar... heheh... Ninguém deu a mínima pra gente. E nós éramos a únca imprensa do lugar (onde haviam dito que teria radio, tv, revista e o escambau). Mas blá. Fotos, fotos, fome, fome, sono, sono. Ás 19 horas, qdo se encerrariam as minhas 78 horas de jejum, procurei um suco light, mas é claro que só tinha cerveja. Fome, fome. Descarrega foto no portatil, recarrega bateria, limpa cartão e mais foto, foto, foto... No fim do dia, como sempre, eu tava lá na cara dura em cima do pauco, com o Portal sendo anunciado para os visitantes. Essa parte foi bem bacana, se não contar com o fato de que os juízes do concurso participaram do mesmo e um deles ainda levou o primeiro lugar. Já desesperada, tentei comprar um crepe de queijo, mas na altura só restavam os de chocolate e aí já era demais. O evento que tava marcado para acabar às 22, terminou à meia noite, qdo nosso sofrimento realmente começou. O Paulo pegou umas informações e decidiu ficar ali mesmo em Oeiras. Pegamos um táxi e fomos (depois de muita raiva e falação) num albergue da juventude, no fim de uma estrada de terra. Lá descobrimos que não poderíamos ficar sem a carteirinha de alberguista. Estradinha de terra a pé. Paulo xingando santo e rapadura pq tava carregando o laptop nas costas. Encontramos um taxi parado no nada. Ele nos levou para procurar hospedarias que não exisitiam primeiro e depois fomos para a estação de comboios, graças a deus. Peguei minha página impressa da net, onde dizia "um quarto por 16 euros" e lá fomos nós: comboio até cais do sodré. linha verde até baixa chiado, linha azul até marques e em marques era melhor pegar o autocarro pq a linha amarela estava em reforma, mas o paulo preferiu pegar um taxi. Chegamos à praça Saldanha, mas infelizmente eu não tinha o endereço exato do "Spare Rooms", mas assim que descemos do taxi eu o achei no meio do texto em ingles. O jeito era pedir informação (o que em Portugal não é nada simples). Passamos por um casal amigo e desinformado que mesmo assim queria ajudar (mas como???) depois por um grupo de pessoas que deram uma direção correta e por fim, por um bando de adolescente idiotas que fizeram hora com a minha cara e fez o Paulo espumar um pouco mais, pois já estávamos na rua que queríamos. Ótimo. Era só encontrar o número. E foi fácil, mas no lugar de "Spare Rooms" no número 36 tinha era o "Residencial Ipanema", um prédio aberto, com escadas escuras e remendadas, quase um filme de terror. Comecei a subir e desisti. Fomos embora loucos de raiva. Tínhamos que achar um lugar pra dormir de qq jeito. Então viramos a esquina e encontramos o "Residencial Miranda" a 40 euros o quarto, mas que jeito? Ficamos. Estávamos loucos por um banho, um rango e um sono. De rango só tinha madalenas, bolachinhas, chocolates e afins. Ataquei um ou dois bolinhos com um suquinho light e já era. Renoemeamos uma pasta de fotos e o banho ficou pramanhã. Acordamos em cima da hora. Fui pro chuveiro pra revigorar, mas foi a minha raiva que revigorou. A água era fria. O Paulo queria dar um jeito de causar um prejuízo qualquer, pra descontar. Ele tomou banho frio mesmo. Fomos embora pra sempre. Então... Linha amarela, linha azul, linha verde e linha vermelha!!! Chegamos na estação Oriente e o autocarro só saía daí uma hora e meia. Pra fechar com chave de ouro Paulo e eu brigamos e fomos cada um pra um lado. As 15:20 começou a viagem de volta pra Porto. O Paulo deitou e apagou. Eu fui ver o DVD do chico no portatil, o que refez a minha pessoa. Depois comecei a tirar fotografias da estrada. Na parada o Paulo apontou uma cena inusitada pela janela: um muçulmano de túnica azul royal, sentado na beira da estrada, escovando os dentes sem nem um pingo de água. Fotografei, sob gestos descosnfiados do Paulo. Descemos, pedimos e já estava comendo, qdo vi aquele ser da estrada dar uma volta no ônibus e entrar pela porta da frente. Preocupada com o Lap Top, desci correndo para evitar qualquer coisa. Afinal de contas, ninguém além dos passageiros e dos motoristas podem entrar no ônibus!! Né não? Entrei pela porta do meio, mas não vi o andarilho. Nisso o Paulo já entrou e o ônibus deu a partida. Eu estava desorientada e dizia "ele está aqui." Então fui saber que, embora o Paulo tivesse me mostrado o cara na estrada, ele era um simples passageiro. E ia fuder tudo se ele tivesse me visto ao fotografá-lo ou se por azar eu o tivesse encontrado de pé no ônibus a mexer em suas próprias coisas. hauhauhauhaua!!! SENHOR! Era um passageiro! Eu achei que era um doido da estrada!! hauhauhaua!!! Pouco mais de uma hora depois eu estava em casa. Graças a Deus.