Este blog não pretende absolutamente nada, não tem nenhum compromisso com a verdade, não é um passatempo, nunca foi um diário e nem parte de estudos ou reflexões pessoais, nada disso. Aliás, ele não tem a menor razão de existir, mas existe mesmo assim, como a maioria das coisas.



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Terça-feira, Abril 29, 2008


pra quê esse nó apertado desse jeito? quem amarrou isso assim? que coisa! e agora? o que vou fazer? a única coisa que posso é olhar daqui de cima, atônita, pra firmeza indesejada desse nó que, por ser no peito, fica ruim a posição pra tentar qualquer coisa mais minuciosa. se chegassem lá os dentes, certo que conseguia, nem que fosse arrancar um pedaço, mas nada. por mais força que faça é inútil, como tentar morder o cotovelo.




mas pode falar, se quiser.

Sábado, Abril 26, 2008


bi.

eu quero um beijo teu caralho me beijo atravessando no centro do umbigo do seu às costas. desejo.


mas pode falar, se quiser.





lembranças de ontem.



Ainda não foi dessa vez que eu cantei Tanto Mar num 25 de abril, mas um dia...

mas pode falar, se quiser.



o meu amor está além do oceano. o meu amor quer ter um filho. o meu amor luta incessantemente para sobreviver ao frio. o meu amor morre de fome. o meu amor tem uma casa, uma bagunça. o meu amor é escritor, compositor e desenhista. o meu amor tem uma lista de todas as coisas que ele é. o meu amor sonhou comigo, que me lambeu a barriga e tinha gosto de sal. o meu amor e eu conversamos mentalmente e ele faz ritos de cura quando estou doente. o meu amor me viu crescer. o meu amor me amou. o meu amor me esqueceu. o meu amor sofreu muito, um dia, quase morreu. o meu amor sabe o significado do meu nome. o meu amor sabe dançar, declamar e interpretar. o meu amor está cheio de ar. o meu amor tem um tufão no peito. o meu amor deixei pra trás. Atrás do mar. o meu amor sabe navegar. o meu amor é um peixe.





mas pode falar, se quiser.

Sexta-feira, Abril 25, 2008


Sonho de uma noite

Estávamos nós, os quatro. A brincadeira era aquela, ou muito parecida com aquelas de quando somos ainda quase crianças, mas já temos um fogo no ventre que não sabemos explicar. A brincadeira era levar cada um aonde queria ser levado. E havia várias oportunidades para cada um. Dois homens e duas mulheres. Dois meninos e duas meninas. Na mesma sala em que estivemos a trabalhar durante meses, num sonho. A luz era a diagonal, estávamos acostumados a ela. Sentíamo-nos bem. O piso novo. A alma construída. Estávamos à vontade e felizes e ansiosos e lânguidos e ativos e ternos e vestidos com as roupas brancas das fadas, capas transparentes, embora muito confortáveis, como quando estamos com pouca ou nenhuma roupa, mas não dávamos atenção a isso. Conversávamos mentalmente. E brincávamos. Cada hora um/uma. Todos por um/uma. Era incrível. As sensações eram as básicas, as fundamentais, as mesmas que nos foram propostas em um exercício de interpretação. E chegávamos a pontos extremos. Eu não tinha medo. Não tinha um depois. Não tinha um motivo. Não havia palavras para designar o amor ou a culpa ou a sacanagem ou o quê. E assim estivemos enrolados em braços em costas em movimentos em ar em propostas em luzes em pleno estado em laços, dentro. Até dissolvermos na minha mente, terminando num blackout que permaneceu por muito tempo. Terminando com o início do meu dia real. No fim do meu sonho, um sonho dentro do outro.


mas pode falar, se quiser.



deus me ouviu e me mandou um drama.

putaquepariu...

maldito lápis!





mas pode falar, se quiser.

Quinta-feira, Abril 24, 2008


o quê? esse dia tá durando até agora? afff...


mas pode falar, se quiser.




ainda não sei. sou viciada em drama e ela se encaixa como uma luva no buraco que há um ano e pouco cresce. mentira minha. não medi, nem nada. como posso saber que encaixa como uma luva? ammm... mas suspeito que sim. sem certeza. então... (espaço) e (mais espaço, preciso de mais). estou prestes a escrever uma declaração. de. (quê mesmo? devo dizer isso? palavra! não queria dizer isso. pq fica faltando uma coisa. mas enfim, tb não tem palavra pra essa coisa que vai faltar. que seja, então...) .de. amor. Estou prestes, ainda. 5 minutos e não saiu. EU gosto das pequenas naturalmente - mas definitivamente não era assim que eu devia começar. EU gosto das estranhas (vírgula) naturalmente. Isso! e não era dificuldade nenhuma enxergar isso nela. estranheza, da mais linda. porém, era muito nova, pensei, antes de saber que isso e nada são a mesma coisa, por aqui. não interessa, é sério. eles todos têm uma coisa que faz com que isso não tenha importância. essa coisa da idade. já nascem bons ou piores. é incrível. então. gosto dela porque é boba também. além de tudo. tudo. meu santo é cortês com o dela e abaixa a cabeça primeiro, por amor. mas com o respeito que os velhos de 300 anos têm pelos velhos de 300 anos. estamos aqui há muito tempo. às vezes sinto que ela também sente, mas pra ela quem é iemanjá? a natureza já ficou tão distante no tempo, penso... só montou a cavalo uma vez na vida e mesmo assim, às voltas no curral com o bicho preso a um toco no meio. mas isso também é. é ela. porque (como está na moda dizer, depois que ela leu o poema da sombra no turco) o não é. os nãos são, como os sins. (hahaha! será esse o plural de sim? sims é que não pode ser!). pensando bem... pensando mais... que coisa incrível é essa de nós não sabermos nada! é verdade! assim como a existência do outono! eu sabia, mas não sabia... agora sei mesmo que nada sei! huahuhaua!! e não sou sócrates, nem erasmus.

eusouapenasumrapazlatinoamericanoesemdinheironobancosemparentesimportantesevindodoexterior.


e ela gosta de mim mesmo assim, penso. sinto que sim. porque ela também vê e ainda com mais coragem, putz, muito mais! e eu estou aqui, às nove e quarenta e um, emocionada. doida por um drama (que deus não me ouça), como sempre esperando que as conversas nas sutis freqüências de entendimento continuem preenchendo as nossas lacunas, mesmo que ainda de sentimentos. ou faniquitos. 1 por dia, que seja. e que transborde, mas para o lado de dentro da janela, de todas as janelas, o sol.



mas pode falar, se quiser.



enquanto isso, o neurônio frita.


mas pode falar, se quiser.



Ao amor, que eu conheço desde que nasci


O amor é uma companhia.
Já não sei andar só pelos caminhos
Porque já não posso andar só.
Um pensamento visível faz-me andar mais depressa
E ver menos e ao mesmo tempo gostar bem de ir vendo tudo.

Mesmo a ausência dela é uma coisa que está comigo.
E eu gosto tanto dela que não sei como a desejar.
Se a nao vejo, imagino-a e sou forte como as árvores altas,
Mas se a vejo tremo, não sei o que é feito do que sinto na ausência dela.
Todo eu sou qualquer força que me abandona.
Toda a realidade olha para mim como um girassol com a cara dela no meio.

(Alberto Caeiro - não exatamente aquele que gostava de levar no cu, mas que levava mesmo assim)


Eu queria isso. Vc também, né, mãe?
Todo mundo queria. afff...

mas pode falar, se quiser.




eu não tenho mais idade.


mas pode falar, se quiser.




era melhor se não tivesse (s)ido acordar. pq nem raio de luz do dia eu vi. caralho de persiana. nem lá eu fui, pra deixar de saber que horas eram. pra nem saber, embora as visse no canto inferior direito, com o canto do olho. já tinha passado muito tempo, sabia, porque eu tava com fome e isso não era coisa de se sentir cedo do dia, levando em consideração que cedo do dia são as horas próximas da hora em que se acorda, independente de que horas são. não é amanhã ainda porque não dormi. não me levantei (de ontem se houvesse) , nem vi o dia. só liguei a luz, no meio do escuro da casa vedada, como quando acordo no meio da noite desorientada e insone e fico um tempo sentada, no silêncio da luz incandecente, no meio da bagunça, sem pensar direito numa coisa que possa ser chamada de coisa. assim passou o dia ou a noite ou sei lá. assim passou. assim não passou. mentira, passou sim. mas não posso dizer que o último dia que tive foi anteontem porque não tive ontem, nem dia. que coisa chata! perdi um dia! sabe lá deus o valor que isso vai ter quando eu precisar de um dia, dia desses? tomara que não! mas nunca se sabe... no entanto, estive um dia inteiro do lado de dentro. de mim e de várias pessoas, o que é a melhor coisa. estive com o meu pai (minha fome, remédio para a minha dor), com minha mãe, com minha irmã, com a luciana, com a isabel, com a raquel (amor, amor!!), com o tiago e com o jaime (só um biscoitinho, cada) e com a bárbara. e com a bárbara. e com a bárbara. ah! não posso reclamar. que doida eu sou! não posso reclamar! foi tão bom esse dia que não tive! tããão bom. ouvi músicas dos dois lados do mar. dormi e jujei o dia inteiro e me alimentei toda, toda a noite. oh! sagrado jejum! (ofereço-te, tardiamente, ao deus das recompensas.) agora, só falta eu deixar de não estar com quem estou todos os dias. e nada disso que eu disse no princípio. retiro tudo. melhor mesmo é tenha (s)ido extamente como foi. e adeus. e até amanhã, que é hoje mesmo, daqui a pouco.





mas pode falar, se quiser.

Terça-feira, Abril 15, 2008



Hoje meu coração caiu e eu só notei quando o colheram do chão e puseram de volta no lugar, porque o senti mais frio e assustei.
Ele voltou assim, frio e agitado, da temperatura ambiente. E o susto foi aquele riso nervoso. Bom e ruim.



(b.s.)

Caiu de muito, muuuuito alto e eu nem percebi.
E susto da volta, por um segundo, recriou-me a queda.









mas pode falar, se quiser.

Segunda-feira, Abril 14, 2008


PARABÉNS, MÃE!!!

É favor clicar no vídeo para ver dona Márcia serelepe no seu aniversário de 50 anos...




Muita saúde, muito amor e muita paz!!

EU TE AMO!!!



mas pode falar, se quiser.



Respectivamente.


"Ô minha maconha
Minha torcida
Minha querida
Minha galera



Ô minha cachoeira
Minha menina
Minha flamenga
Minha capoeira



Ô minha menina
Minha querida
Minha Valéria...



Ô minha maloca
Minha larica
Minha cachaça
Minha cadeia



Minha vagabunda
Ô minha vida
Minha mambembe
Minha ladeira



Ô minha menina
Minha querida
Minha Valéria...



Ô minha torcida
Minha flamenga
Minha cadeia



Ô minha maconha
Minha torcida
Minha querida
Minha galera



Minha vagabunda
Minha mambembe
Minha beleza
Minha capoeira...



Ô minha menina
Minha querida
Minha Valéria...



Minha torcida
Minha flamenga
Minha cadeia



Ô minha maconha
Minha torcida
Minha querida
Minha galera"

<


Que saudade...




mas pode falar, se quiser.

Sexta-feira, Abril 11, 2008


Duas palavras sobre o segundo dia de peça, ontem à noite:

Paulo Fidaputa.






mas pode falar, se quiser.

Quinta-feira, Abril 10, 2008



Duas palavras sobre a estréia da minha peça, ontem à noite:

Chinelos azuis.





mas pode falar, se quiser.

Sábado, Abril 05, 2008



Insônia mor



O Teatro Universitário do Porto apresenta

O Sonho de uma Noite de Verão
de William Shakespeare

de 9 a 14 de Abril, às 21.30
no TUP - Travessa de Cedofeita, 65


informações e reservas: 919 966 196 / tupporto@gmail.com




Sinopse
Prestes estão as bodas de Teseu e Hipólita, mas nem tudo vai bem na corte de Atenas: Hérmia recusa ceder ao pulso do pai e planeia a fuga com o seu bem-amado Lisandro; Demétrio, o noivo preterido, segue no seu encalço perseguido por Helena, que o ama apesar de sofrer persistentemente o seu desdém. Quando todos se perdem na floresta, os fulgores da desobediência, do amor e do ciúme ficam à mercê dos arrufos de Titânia e Oberon, reis das fadas desavindos. Os seus caprichos mandam, desmandam, dão o compasso ao latejar nocturno da floresta e reordenam a vida à superfície.


Ficha técnica

de: William Shakespeare
Tradução: Cândida Zamith

Encenação: Rosa Quiroga
Cenografia e figurinos: Carla Capela e Emanuel Santos
Desenho de Luz: Nuno Meira
Assistência de encenação: Diana Meireles
Apoio dramatúrgico: Constança Carvalho Homem
Apoio de movimento: Sónia Cunha
Banda sonora: Constança Carvalho Homem
Operação de Luz e Som: Rui Almeida
Interpretação: Amana Rodrigues, Bárbara Sá, Bruno Dias, Carla Capela, Daniel Viana, Emanuel Santos, Joana Martinho, Nuno Campos, Marco Barbosa, Sara Montalvão, Tiago Vouga
Produção: Inês Gregório e Constança Carvalho Homem



mas pode falar, se quiser.




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