Este blog não pretende absolutamente nada, não tem nenhum compromisso com a verdade, não é um passatempo, nunca foi um diário e nem parte de estudos ou reflexões pessoais, nada disso. Aliás, ele não tem a menor razão de existir, mas existe mesmo assim, como a maioria das coisas.



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Domingo, Agosto 31, 2008


Por enquanto....



Fora do ar.



mas pode falar, se quiser.

Quarta-feira, Agosto 20, 2008


Eu tenho 28.
O que mais me vem à cabeça em todo agosto de uns tantos anos pra cá é a página de um caderno meu, onde em 1996 eu escrevi que estava prestes a fazer 16 anos, mas não me sentia minimamente preparada pra isso e "ainda não me sinto" é o pensamento que sempre vem a seguir. Blá. Isso não tem nada a ver com o que eu vim aqui escrever. Ou talvez tenha. Hoje de manhã, o Paulo me avisou que tinha lá em baixo um envelope grande pra mim, na caixa do correio. Um envelope (que não seja de conta pra pagar) no correio de quem mora fora do seu país e longe de tudo o que mais ama na vida é motivo pra dia inteiro de alegria. Não deu outra. Era da minha mãe. Só dela. Só pra mim. Ela me mandou um livro infantil lindííííííssimo: "O Colecionador de Segredos". E eu me senti a criança mais feliz do mundo! Fiquei muito contente não só porque ganhei um presente-surpresa da minha mãe (quando já nem lembrava mais desse aniversário que passou-passando como nunca) mas também porque sou muito dada às coleções. Desde sempre coleciono agendas, livros infantis, discos de vinil, filmes em VHS, cartas, papeis de carta, pedaços de coisas, figurinhas e toda sorte de coisas estranhas dessa vida, principalmente segredos . (*suspiro*) Pois é... Estou fazendo 28 anos e a minha mãe me deu um livrinho infantil de presente. Mais um pra minha coleção. A infinita generosidade da minha mãe me fez ainda mais essa surpresa, mais esse carinho, mais esse ensinamento no auge da minha loucura por estar ficando velha demais pra ter ainda tanta incerteza. Esse foi, com certeza, o melhor presente que eu poderia ganhar. Aliás, ela mesma, a minha mãe é o meu melhor presente. Acontece que, assim como faziam no livrinho os que guardavam as coisas muito bem guardadas, nós duas guardamos nosso amor há muitos e muitos anos, no meio de uma bagunça de tralhas velhas, brinquedos, coisas de neném, fotografias e outras coisas que sempre acabavam parando em cima do guarda-roupa, naquela época. De lá, deve ter ido parar no quartinho da Pituxa ou em alguma gaveta de baixo, penso. Víamos pedaços aqui e ali pela casa, em cima do armarinho do banheiro, na prateleira do meu quarto-cozinha, na beira do basculante da sala. O que juntei por aí guardei junto com a minha infinita coleção de tudo, com muito cuidado e pra sempre, como o tudo que está lá. Muitos anos depois nós mudamos de casa, a bagunça também mudou e mais tempo se passou. Outros pedaços foram sendo perdidos ou encontrados e foram se misturando com outros pedaços de muitas outras coisas pelo caminho. Mudamos mais uma vez juntas. Depois me mudei sozinha, levando parte da minha bagunça e voltando com uma bagunça muito maior por dentro e por fora, que tive que guardar apertando as outras coisas no fundo. Então, há um ano e meio mais ou menos, eu me mudei pela última vez. Atravessei o mar. Vim pra longe mesmo. Trouxe comigo duas malas grandes, feitas às pressas e como desse, como a maioria das coisas importantes que eu faço na vida. E hoje, aos vinte dias de agosto de 2008 eu descobri, junto com a descoberta do presente, que o amor que vinha se desfazendo ao longo desses anos, estava em pedaços tão pequenos e tão bem misturados que era dificil de exergar, mas que ao mesmo tempo estava tão impregnado em tudo que é meu e (imagino) no que é dela, que é impossível não sabe-lo lá, o tempo todo, nas roupas, na escova de cabelo, no chinelo de dedo, nas expressões da cara, nas importâncias e nas desimportâncias de todo dia, até nas brigas e nas picuinhas (principalmente nelas, digo). Me dei conta agora, então, de que foram duas malas e um coração transbordando dessas partículas que eu trouxe comigo. E redescobrir hoje essas preciosidades é muito mais que um presente de aniversário. É um sopro de ânimo, um presente de vida, um afago na alma, um abraço de mãe. É um abraço da MINHA mãe que eu amo tanto e de quem eu sinto uma saudade secular, ancestral, cuja cura ainda está por ser inventada.




mas pode falar, se quiser.

Terça-feira, Agosto 19, 2008


Solidão é melhor sem ninguém por perto


:)



mas pode falar, se quiser.

Terça-feira, Agosto 12, 2008


Para a Bárbara



Com muito amor.


mas pode falar, se quiser.




Noiva???

hahahahahahahahahahahahahahahahahahaha!!!!!







mas pode falar, se quiser.

Sexta-feira, Agosto 01, 2008


O Sol

O Sol é o arcano que tudo ilumina e, na posição de conselho para você neste momento, sugere que é chegada a hora de você jogar claramente e agir com o máximo de confiança possível. A luz afugenta a escuridão e tudo é visto da forma mais transparente, honesta e franca possível. Obviamente, muito do que aparece nem sempre é de todo agradável, mas ao menos você estará lidando com tudo de uma forma justa e, a partir de uma visão clara, Amana, o que por si só já é uma prerrogativa de sucesso. A postura mais adequada ao momento é a direta e franca. Tenha confiança no seu taco pois, a partir desta confiança, tudo fluirá a contento!



mas pode falar, se quiser.




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