Este blog não pretende absolutamente nada, não tem nenhum compromisso com a verdade, não é um passatempo, nunca foi um diário e nem parte de estudos ou reflexões pessoais, nada disso. Aliás, ele não tem a menor razão de existir, mas existe mesmo assim, como a maioria das coisas.



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Quarta-feira, Outubro 29, 2008




Eu imito a Simony de vez enquando.
E isso aqui não faz o menor sentido.





mas pode falar, se quiser.

Quinta-feira, Outubro 16, 2008


Essa rua não é minha, mas é bonita, sim senhore...




"Eu não sou da sua rua" - letra do Arnaldo, voz da Marisa






mas pode falar, se quiser.

Sábado, Outubro 11, 2008


"O meu olhar é nítido como um girassol.
Tenho o costume de andar pelas estradas
Olhando para a direita e para a esquerda,
E de, vez em quando olhando para trás...
E o que vejo a cada momento
É aquilo que nunca antes eu tinha visto,
E eu sei dar por isso muito bem...
Sei ter o pasmo essencial
Que tem uma criança se, ao nascer,
Reparasse que nascera deveras...
Sinto-me nascido a cada momento
Para a eterna novidade do Mundo...

Creio no mundo como num malmequer,
Porque o vejo. Mas não penso nele
Porque pensar é não compreender ...

O Mundo não se fez para pensarmos nele
(Pensar é estar doente dos olhos)
Mas para olharmos para ele e estarmos de acordo...

Eu não tenho filosofia: tenho sentidos...
Se falo na Natureza não é porque saiba o que ela é,
Mas porque a amo, e amo-a por isso,
Porque quem ama nunca sabe o que ama
Nem sabe por que ama, nem o que é amar ...
Amar é a eterna inocência,
E a única inocência é não pensar..." (Alberto Caeiro)







mas pode falar, se quiser.

Quarta-feira, Outubro 08, 2008


A publicação





mas pode falar, se quiser.


estava latejando muito e cada vez mais forte. achei que não ia aguentar. as poucas paredes e arcos eram de um branco encardido e a mochila que estava em minhas costas ia ficando mais pesada a cada vez que eu ia e voltava pelos caminhos ora de terra, ora de pedras. e latejava. às vezes pensava que ia sucumbir. era muito bruto. eu me sentia um animal. fechava os olhos e tinha uns microssonhos em que rasgava-lhe a carne e acabava com esta agonia. mas latejava ainda mais forte quando abria os olhos e não encontrava nada que fizesse parar. continuava andando. subindo e descendo. passava sob os arcos, a mochila pesava. latejava, latejava, latejava. de repente... um labirinto. era um labirinto! e era inútil tentar sair, porque não era eu que estava nele, mas o contrário. entendi. mas deixei de entender no minuto seguinte e me perdi de novo. a luz se foi, gradativamente, em ondas compassadas com o meu latejar, ao qual já estava totalmente entregue. desmaiei. voltei com medo, enquanto flutuava. tentei ter um microssonho pra te perguntar o que fazer, mas não consegui ver nada, estava escuro demais. então arregalei os olhos com força e de uma só vez. e estava no meu quarto.








mas pode falar, se quiser.

Terça-feira, Outubro 07, 2008


Já é terça feira, a última antes que saia o tal Edital de Casamento no "Primeiro de Janeiro". Ontem fechamos cedo lá no café, mesmo assim, dormi tarde e acordei tarde. Tenho que procurar outra casa, esta aqui está insuportável e além disso amanhã meu endereço sai publicado pra quem quiser e eu não gosto disso. Infelizmente, já não posso mais pensar em sair por aí à procura de um T1 mobilado, pq passam das 2 da tarde, aliás, são quase 3. Anteontem tive folga e soube tããããão bem ver Barbarajoanatiago, que voltei pra casa outra pessoa. Só os quinze minutos felizes e ensolarados na ribeira, mais a conversa louca da volta pra casa já bastavam para esquentar o coração, mas ainda houve histórias de lisboa, risadas e abraços, schiele na parede com amendoim e queijo emental, nhoca de atum com tostas intermináveis e uns 5 minutos de porto x benfica. Bom demais. Foi estranho, claro que foi, tava escrito que ia ser, mas já passou. Hakuna Matata e um pouco mais de noção da próxima vez. Pelo menos eu já sei que o meu desconfiômetro ainda funciona. Blá. Hoje tá chovendo, se continuar assim noite a dentro vamos fechar cedo novamente. Eu odeio qdo chove no frio, aqui no Porto. Nada consegue ficar seco, é impressionante. A sensação é de que até a alma vai ter criado uma camada fina e gelada de limo qdo chegar o natal. Tudo fica com o mesmo cheiro incrível daquilo que está prestes a brotar. Toda superfície parece ficar fértil e os fungos aparecem, aparecem, aparecem. Mas daqui a pouco as árvores dos meus caminhos e de todos os caminhos aqui no Porto, ficam vermelhas e tão lindas que compensam até a umidade dos ossos.








mas pode falar, se quiser.




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