Este blog não pretende absolutamente nada, não tem nenhum compromisso com a verdade, não é um passatempo, nunca foi um diário e nem parte de estudos ou reflexões pessoais, nada disso. Aliás, ele não tem a menor razão de existir, mas existe mesmo assim, como a maioria das coisas.



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Quarta-feira, Novembro 19, 2008


Eu TENHO que falar do meu incrível, fantástico, extraordinário e mágico fim de semana em Sintra.
Mas agora não, está tarde...







mas pode falar, se quiser.

Quarta-feira, Novembro 12, 2008


Eu fico passada de ver quanta gente doida tem aqui em Portugal. Será que no Brasil também é assim, só que eu nunca reparei? Todos os dias, pelo menos uma vez por dia, seja lá onde for, eu tenho um bom motivo e o desejo quase incontrolável de citar a fala da Alice (no país das maravilhas): "Mas eu não quero me encontrar com gente louca!", com uma entonação e um estado de humor diferentes para cada situação. Eu AMO os loucos daqui, na verdade. Aliás, eles são o que há de melhor. Tem um que é o meu preferido, lógico. Ele é a cara do meu vô Zizi, parece mesmo da família. Todos os dias ele me ensina alguma coisa sobre cavalos puro-sangue, éguas parideiras, posturas corretas para montaria, tipos de trote, bois, vacas, novilhos e tal... Ou melhor, tenta ensinar, já que a cada dia ele adota uma nacionalidade e uma lingua diferentes e eu começo mesmo a acreditar quando ele diz que não pode evitar que isso aconteça. Nesta última semana ele oscilou só entre o português e o espanhol, então deu pra apanhar muita coisa. Entre as nossos vários assuntos, falamos da roca de fiar. Ele perguntou se eu sabia o que era e eu disse que sim, depois fiz num guardanapo o desenho de uma roca, da forma como eu me lembrava de uma que tinha na casa da minha vó. Ele agradeceu profundamente pelo desenho e foi embora emocionadíssimo, depois voltou para me dizer tudo o que pensou sobre mim enquanto olhava o desenho em casa. Eu presto sempre muita atenção no que ele diz, pois gosto que ele goste de falar comigo e tenho medo dele deixar de aparecer de repente. No mês passado, ele entrou pela porta do café, apontou o dedo pra mim e exclamou bem alto: "Gilberto Gil!!". Parecia muito importante, mas como estava ocupada e o café lotado, não pude dar muita atenção. Quando vi ele já tinha ido embora e passou duas semanas sem dar as caras. No próximo dia em que o vi depois disso, ele entrou calado, tomou café com uma cara de ressentimento, esteve assim por uns 15 minutos e depois e me perguntou, sem me cumprimentar: "Então? Você conhece Vinícuis de Moraes?" e eu toda feliz e empolgada, achando que tudo ia voltar ao normal (se é que é possível nesta situação), respondi: "Sim, conheço!!! O senhor também gosta das músicas dele?", ao que ele simplesmente respondeu: "Não", deu as costas e foi embora. E eu fiquei uma carona de tacho. hehehe... Nessas horas eu até olho em volta pra ver se não tem nenhum gato em algum canto rindo de mim.




mas pode falar, se quiser.




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