Este blog não pretende absolutamente nada, não tem nenhum compromisso com a verdade, não é um passatempo, nunca foi um diário e nem parte de estudos ou reflexões pessoais, nada disso. Aliás, ele não tem a menor razão de existir, mas existe mesmo assim, como a maioria das coisas.
A primeira vez que eu me casei eu tinha 4 meses de concepção, foi com o meu pai e com a minha mãe. Nós nos casamos no dia 15 de março de 1980. Estávamos lá os três, no cartório, depois na igreja, assinando documentos e recebendo bênçãos. Em agosto desse mesmo ano eu nasci e casei comigo mesma, Amana, e esse nome lindo, pra sempre. Depois disso, segui casando com quase tudo e todos que passaram pela minha vida. Eu sou apegadinha. Os amigos são os de sempre, mesmo os novos o são. Mesmo se vão embora eu permaneço fidelíssima (na lembrança ou no esquecimento), até que voltem ou não. E as coisas TODAS estão TODAS lá, sem excessão.
Dia 28 de junho de 1997 eu me casei com o Paulo, aliás, uma semana antes disso, no primeiro beijo (se é que aquilo pode ser chamado de beijo). Onze anos e cinco meses depois, longe de tudo e de todos com quem me casei pela vida afora, Paulo e eu assinamos os nossos papéis. Agora, além de Amana, sou Duarte, embora já o fosse desde que nasci.
E hoje faz um mês. Ou 11 anos e meio. Ou 11 anos, 6 meses e 1 semana.
eu sonhei que a minha mãe me olhava nos olhos pela primeira vez e perguntava
assim, com toda intenção e nenhuma palavra:
"Minha filha, o que está acontecendo?" E tudo se resolvia.
E agora eu sonho isso quase todo dia.