.............................................................................................................o incomunicável...........................................................................................................



Este blog não pretende absolutamente nada, não tem nenhum compromisso com a verdade, não é um passatempo, nunca foi um diário e nem parte de estudos ou reflexões pessoais, nada disso. Aliás, ele não tem a menor razão de existir, mas existe mesmo assim, como a maioria das coisas.



ALÉM MAR




TUDOS

passados

presentes




FOTOS

Olhares

Daqui

Daqui e daí

Daí




POR AQUI

*Saudade do meu quilombo
*Verso&Prosa - Pedrinho
*Vários Um
*U_r
*Contos D'Azur
*Das águas, das flores e seus crescimentos flutuantes
*Ivory and Gold
*Pensar Enlouquece
*Azul da Cor do Mar
*Chef Solares
*Lettuce
*Jopliana
*Jesus, me chicoteia


+

Twitter

Orkut

Hi5

Facebook



online





Sexta-feira, Setembro 25, 2009











mas pode falar, se quiser.



Sê besta

ela entendeu tudo
e não fez nada
ficou pasmada
e emudeceu

ela não moveu uma palha
e ficou imóvel assim
até ela mesma passar

muito mais
gente viveu, morreu e não entendeu


graças a deus




mas pode falar, se quiser.

Sábado, Setembro 12, 2009


eu não gosto de poesia

a não ser da que já é
antes de ser escrita

qualquer outra dá azia





mas pode falar, se quiser.

Quinta-feira, Setembro 10, 2009


A mulher tinha mesmo uma figura engraçada e o que eu pensei dela não foi bonito, confesso, mas meu o riso foi tão por dentro que eu nunca ia imaginar que ia pagar por ele, porém sinto que paguei. Mal cheguei ao seu lado, ela se virou de repente e pregou os olhos nos meus, assim, forte. Pra mim foi muito tempo que eu estive ali, pregada, como se tivesse sido descoberta, porque a dona não falava nada, só me olhava com dois olhos enormes, parecia um urso de pelúcia áspera antiiiigo, feeeeio que a tia Lucila tinha, ou ainda tem, sei lá. Ela me olhou no olhos por anos, até que falou, depois a outras pessoas também falaram, mas eu não ouvi nada, só senti um cheiro incrível vindo dela que só depois de um tempão consegui identificar: era cheiro de jardim. Voltei totalmente tonta daquela presença, tonta de verdade, trombando nas coisas. Então fiz o que tinha que fazer, lembrei do que tinha que lembrar, levei o que tinha que levar e tentei ser simpática, apesar da cara besta. Depois fui ficar sozinha e pedir perdão e explicar sabe-lá-deus-para-quem que era só brincadeira e não carecia de lição, mas por via das dúvidas fui pegar meu cristal fumê (que me mandaram comprar pra ajudar a colar a cabeça no pescoço), mas quando eu o tirei da bolsa sua correntinha arrebentou, tentei ser rápida com a mão, mas foi tudo muito mais rápido para o chão e o meu cristal fumê quebrou...

Ou eu sou muito doida ou então não sei...

Ou os dois.







mas pode falar, se quiser.

Segunda-feira, Setembro 07, 2009


AmanAmanAmanAmanAmanAmanAmanAmanAmanAmanAmanAmanAmanAmanAmanAmanAmanAmanAmanAmanAmanAmanAmana
AmanAmanAmanAmanAmanAmanAmanAmanAmanAmanAmanAmanAmanAmanAmanAmanAmanAmanAmanAmanAmanAmanAmana

Amana é mesmo um nome lindo. É uma pena ele não ser eu. Mas já fico contente em caminhar ao seu lado e dizê-lo algumas vezes.
Quando nos confundem aceito como elogio e nunca corrijo. Envaideço: "Sim, Amana sou eu", se me perguntam. Porque é bom dizer.
AmanAmanAmanAmanAmanAmanAmanAmanAmanAmanAmanAmanAmanAmanAmanAmanAmanAmanAmanAmanAmanAmanAmana
AmanAmanAmanAmanAmanAmanAmanAmanAmanAmanAmanAmanAmanAmanAmanAmanAmanAmanAmanAmanAmanAmanAmana






mas pode falar, se quiser.

Domingo, Setembro 06, 2009


Eu faço uma reverência. São tantas mãos que já não sei quais são as minhas. Não consigo precisar se o que toco é mesmo aquilo que vejo. A minha avó me contou da lembrança doce da avó dela e junto dessa lembrança veio um nome que eu nunca tinha ouvido antes. Ana. A avó da da minha avó era Ana e eu nunca soube que tinha ela para saber. Senti que foi uma descoberta tão tardia que chegou a me apavorar. As pessoas evaporam. A verdade é feita do nada no estado mais puro que palavra nenhuma pode alcançar. O verbo inicial era imperativo: vá. "Deus está aqui - ele está aqui - tão certo quanto o ar que eu respiro. (Aleluia) Tão certo quanto o amanhã que se levanta. Tão certo quanto eu te falo e tu podes me ouvir." Minha avó cantava assim. Ninguém precisa duvidar ou acreditar em mais nada do que isso. A verdade é mesmo essa e se não for, não importa. Porque ela também se dissolve e vira a pura mentira. E a mentira pura nada mais é do que nada mesmo, mas também, se não for, tanto faz. Ave Ana. Ave Maria Zezé.



mas pode falar, se quiser.




This page is powered by Blogger. Isn't yours?